25 de abr de 2017

I GET SO TIRED AFTER MIDDAY, LATELY





Série de perguntas criadas pela Lolla, do Hello Lolla.

Na infância eu vestia… roupas que a minha vó costurava na overloque que o meu avô deu de presente. Algumas ela mesma inventava moldes, outras eram adaptadas de revistas Manequim para um tamanho menor. Até os meus sete anos, gostava de vestidos estampados e alegres. Com o tempo, adotei bermudas de lycra e camisetões três números maiores que eu. Conforto combinava com o meu passatempo de correr na rua e subir nas árvores dos vizinhos.

Meu quarto era… passagem para o corredor que dava para a sala. Quando os meus pais se separaram, eu e minha mãe fomos morar na casa dos meus avós. Cada qual tinha o seu próprio quarto, mas por me acharem pequena demais, a ideia foi instalar a minha cama na salinha onde ficava o computador velho. Era um saco aturar todo mundo vigiando as minhas estantes com bonecas. Só fui ganhar um quarto com privacidade aos nove anos, quando a minha vó reformou toda a casa e decidiu que ter duas cozinhas era algo idiota e sem sentido. A escolha da cor das paredes foi um salmão bem suave, que logo recebeu um monte de pôsteres do Zac Efron. Um tempinho depois, veio o verde escuro. Esse quarto ainda é o meu atualmente, mas tá bem diferente e sem paredes coloridas.




Quando era adolescente eu... gastava as minhas tardes (e mesada) em brechós de Santana. Sonhava em morar fora e viajar o mundo. Lia livros da Meg Cabot e amava recortar revistas pra enfeitar as minhas agendas. Tinha poucos amigos, fugia pra conhecer bandas de pop punk e power pop em aeroportos. CDF da sala, tirava boas notas, mas cabulava muito pra fumar cigarro escondida no banheiro da escola ou ir à biblioteca do PJ pegar/devolver livros. Não gostava de socializar, o que me fazia parecer esnobe e antipática. Fui apaixonada pelo mesmo menino durante todo o ensino médio, que por ironia do destino se declarou pra mim no fim do ensino médio (por MSN, claro) e eu inventei que não queria nada por puro e simples medo. Tive cabelo verde, transtornos alimentares e o meu primeiro emprego como vendedora em uma loja de florais de Bach, onde fiquei por quase um mês. Nada me fazia mais feliz que ouvir bandas com as minhas melhores amigas e tirar fotos com as minhas câmeras lomográficas. Tive essa fase onde eu só tirava fotos analógicas e, milagrosamente, tinha dinheiro e tempo pra ir até o centro revelar os rolos de filme.

Quando eu crescesse eu queria ser… escritora e jornalista de moda. É engraçado pensar em como eu tinha tudo tão planejado e definido na minha cabeça. Era pra dar tempo, certo. Sempre me dediquei muito a passar na faculdade dos meus sonhos - a qual abandonei um semestre depois porque causou uma baita desilusão. Apesar disso, nunca fiz muitos planos. Só sabia o que queria ser e ponto.

Um momento seminal da minha vida… trancar a faculdade de desenho de moda da Santa Marcelina pra fazer jornalismo. Lembro do olhar assustado de todo mundo quando contei a decisão. Era basicamente abandonar o meu sonho e seguir atrás de algo nada espetacular e ambicioso. No fim, foi a melhor decisão. Apesar de não suportar mais trabalhar com publicidade, foi essa faculdade que proporcionou a minha breve carreira de cinco anos nesse mercado maluco do marketing. Não me arrependo porque foram anos ótimos, com momentos incríveis e experiências que me deram a certeza do que eu (não) quero pra minha vida.


Eu nunca pensei que eu… conheceria os lugares daqueles recortes de revistas colados na porta do meu guarda-roupa, na época da oitava série. A primeira coisa que colei na capa do meu livro de história foi uma foto bastante feia do Rio Tâmisa. Parecia algo tão surreal. But here i am.

Eu aprendi a… não jogar a minha felicidade aos sete ventos. Ser paciente e compreensiva. A tolerância com a minha família aumentou porque vi que ser adulto não é fácil. Responsabilidades sugam a nossa energia. Pedir desculpa demais é algo desnecessário, insignificante mesmo. O mundo não se importa. Julgar menos, ouvir mais, ser quem eu sou e observar. Ficar quieta quando eu achar que devo e dizer não. Falar quando estiver confortável, no meu tempo. Ser introvertida é normal. Me afastar de quem faz mal e só pensa em si, valorizar quem tem tempo pra me ouvir. Ser grata. Grata pela minha saúde, acima de tudo. Aproveitar todos os momentos possíveis e pensar menos no depois.




Eu sei... fazer o melhor molho de gorgonzola de todos os tempos, a abertura de Law&Order SVU inteira, costurar e reformar as roupas que encontro em brechós, ser feliz com pouco, arrotar o abecedário, todas as letras de música das minhas boybands preferidas, contar histórias idiotas como se fosse algo engraçado, pular o muro da minha casa, que eu só preciso ser quem eu sou e isso deve bastar.

Eu compartilho coisas na internet porque…trabalho com isso. A minha relação com redes sociais é tão profissional que chega ser triste.

Se eu tivesse uma manhã inteiramente para mim eu… assistiria a quantos episódios de The OC conseguisse, perambularia por brechós da Zona Norte que abrem depois das dez, um banho longo de banheira com Pavement tocando baixinho, uma fornada quentinha de pão de queijo, comer bolo de aniversário amanhecido. Creio que serei muito feliz quando finalmente estiver trabalhando de casa. Sei que a gente precisa viver o agora, mas tô tão cansada que manhãs livres são quase uma necessidade.



23 de mar de 2017

E TÁ TUDO BEM

Um furacão passou pela minha vida. O último ano foi insano. Aquela coisa de mudar à força. Voltei a escrever pra valer, terminei um relacionamento de cinco anos, reaprendi a ficar sozinha e firmei laços de amizade com gente importante. E é engraçado imaginar o percurso até aqui. Os olhos inchados e a sensação de não saber o que tô fazendo da vida. Parece outra pessoa, outra Lou.

Eu gosto do meu trabalho e toda a rotina que firmei desde dois mil e onze, mas a verdade é que as coisas andavam um pouco estagnadas pra mim. Assim como uem quem faz por querer, tô trabalhando o meu lado empreendedor. Todo mundo ri quando falo sobre brechós e as minhas vendas, mas a real é que isso tá ficando mais sério do que o planejado. Nessas, decidi que quero me especializar em História de Moda. Justo eu, que sou boa pra caramba em sonhar e péssima pra executar.

Aprendi a lidar com despedidas. Tá um tal de entra-e-sai. A estante fica cheia e vai subtraindo. A fase do chefão vem mês que vem. Tô me preparando pra ficar sete meses sem ver a minha melhor amiga que vai morar em Praga. Ficamos um ano sem nos falar e justamente agora ela vai pra longe.

Outra coisa é que mudei de volta pra casa da minha família. Morar "sozinha" me desacostumou com esses prazos responsáveis de arrumar a cama, deixar o quarto limpo e avisar que chegarei tarde. É um desafio com data de expiração e sei que sentirei falta disso quando for embora. O café preto da vó Augusta, os meus tios, as idas até a Liberdade com a minha mãe.

Devaneios pra lá (quem me lê no Medium sabe que nenhum dos meus textos faz muito sentido, então acabo achando bastante engraçado quando consigo seguir essa linha de diálogo fixa), eu decidi que escreverei aqui sem pretensões. Tudo bem se ninguém ler. Tá legal se a métrica não subir e eu não tiver comentários. É ok.

Esse layout não tá do jeito que eu quero, o nome é muito infantil, mas vai ficar assim até eu ter paciência de mudar e pensar em algo novo. Tô sem pressa, apesar da vida estar correndo pra caramba. Preciso escrever em algo meu. Meu, meu, meu. O Medium é legal, mas sei lá, não é o suficiente. Já mencionei que tô sempre querendo mais, né?

Enfim. é isso. Espero conseguir atualizar com frequência honesta, sem pressão e metas malucas. O texto não tá do jeito que eu queria, mas ainda assim. Separei algumas fotos do meu próprio celular sobre como tem sido a vida nesse último semestre (só porque sou uma pessoa visual e gosto muito de fotos).














23 de jun de 2016

OH WHY WOULD I WANNA BE ANYWHERE ELSE?

Dando uma pausa nos posts do Japão só pra reunir um compilado de fotos que eu encontrei do meu lugar favorito no mundo: a Holanda. Parece que foi mês passado, mas 2014 já tá ficando lá longe - e isso aumenta a saudade e desespero de matar logo o vazio que essa falta causa. 






Parece um pouco idiota e redundante. Não sei explicar o que é a atmosfera lá. Ficamos hospedados em Zaandam, província vizinha. As bicicletas, crianças saindo de manhãzinha pra escola. Os canais que emolduram as casas e ziguezaeam até onde a gente não enxerga mais. Não consegui explorar tanto quanto eu queria, mas a sensação de pertencimento bateu forte, mesmo com pouco tempo.

Eu não tinha lá muita expectativa. O pouco que eu sabia de Amsterdam era a linha tênue de Cartas a Theo do Van Gogh a drogas e prostituição do Eurotrip. Um contraste interessante, mas não tão prioritário assim, devo confessar. E a surpresa foi positiva porque pra mim, virou uma espécie de lar platônico (por pouco tempo). 

Lógico que eu não vou entrar naquela onda chata de ~lar é onde a sua família e pessoas queridas estão~ e tudo o mais. Cada um com seu ponto de vista. Por favor, obrigada. A questão é: pra uma pessoa que vivia tendo crises de ansiedade, correndo com a vida, de saco cheio com a rotina: Amsterdam foi encontrar a paz. Bem brega mesmo. Nem ligo. E eu não senti isso em nenhum outro lugar que já visitei. Londres é correria. Paris é legal, linda, mas não bateu um amor enorme. É diferente você gostar de um local e pensar "opa, eu até moraria aqui". 



Fim do chororô. A verdade é que não gosto muito de falar sobre futuro e metas com os outros. Coisa boa, eu guardo pra mim e falo baixinho. Conselho da minha vó desde que eu me entendo por gente. Mas sinceramente, o que eu adianto é que os meus planos envolvem uma vida com muito stroopwafel, cerveja artesanal, lojinhas de artesanato com cacarecos da Rice DK e uma bicicletinha véia. Um dia, quem sabe? Em breve, espero. :) Enquanto isso, a gente olha as fotos e fica saudosa, planejando a próxima ida pra lá. Perdoem a qualidade duvidosa das fotos. Quando eu virar uma blogueira cem por cento profissional, quem sabe melhore? 


















E na real, eu não quero um blog focado cem por cento em viagens, mas sinceramente? Eu não ligo se as coisas tomarem esse rumo. 

11 de jun de 2016

O PARQUE DA DISNEY EXCLUSIVO DO JAPÃO

Sabe quele tipo de coisa que a gente sonha viver, mas nunca (leia-se nunquinha mesmo) imaginou que viraria realidade? Quando fechamos a viagem, imediatamente, corri atrás de todas as informações possíveis sobre a Disney lá do outro lado do mundo. Acho que vocês já perceberam, mas sou a maníaca do planejamento quando o assunto é viajar, hehe.




Existem dois parques com padrão Disney de qualidade no Japão. O Tokyo Disneyland, que é igualzinho ao Magic Kingdom de Orlando (com direito a castelo da Cinderela e tudo) e o Tokyo Disney Sea, inaugurado em 2001 e desenvolvido especialmente para o público japonês - tendo o mar como tema central da maioria das atrações.

E olha só, se o seu cronograma estiver apertado, escolha o último sem peso na consciência. Juro! Estávamos com um tempinho de bônus, então fizemos um dia para cada parque. Confesso que se pudesse voltar no tempo, faria somente o Disney Sea e gastaria a grana com o Universal (arrependida até agora). MÃS, como já falei: se você conhece o Magic Kingdom da Flórida, o Tokyo Disneyland não tem muuuuita novidade. 

Agora bora falar de algo que vai fazer você sorrir feliz da vida: os dois são de fácil acesso e tem uma estação de metrô na frente do complexo. Dá pra chegar rapidinho. De Shibuya até lá, levamos mais ou menos uns quarenta minutos. 


A marimba aqui é forte, mas quase desmaiei quando entrei no Disney Sea. Sem dúvida, um dos lugares mais lindos e especiais que já tive a oportunidade de conhecer. Você entra e esquece de todos os seus problemas.

O parque começa em uma área chamada Mediterranean Harbor, inspirada em Veneza com predinhos fofos imitando a arquitetura clássica italiana. Tem um lago enorme com direito a gôndolas (aliás, dá pra fazer passeios nelas!). Vale dizer que lá estão concentradas as maiores lojas, docerias, sorveterias e restaurantes. 


Fomos direto até a Hollywood Tower por motivos de: brinquedo favorito. De lá, passamos pela Mysterious Island, onde você fica mais pertinho do vulcão (ele até entra em erupção algumas vezes ao dia). As duas maiores atrações por ali são a Journey to the Center of the Earth, uma montanha-russa rumo ao centro da Terra e o concorridíssimo 20,000 Leagues Under the Sea, onde você faz um passeio no submarino do Vinte Mil Léguas Submarinas. Eu não consegui ir e só descobri quando estava a caminho de casa. 


Agora a parte oficial onde eu não soube lidar e quase tive uma síncope: Mermaid Lagoon. Se você também tem a Ariel como princesa da Disney favorita, pega a minha mão. O castelo do parque é nada mais, nada menos que o palácio do Rei Tritão. Pois é, eu sei. Fiquei bem emocionada porque Part of Your World fica tocando em looping por lá. E aí bate aquela nostalgia gostosa. Fiquei lembrando de quando eu era uma menina de aparelho dental esparramada no chão da locadora pertinho de casa, pegando a fita  VHS da Pequena Serei pela décima vez no mês. 

A construção é toda cheia de mosaicos coloridos (eu não sei se é proposital, mas lembra bastante o Parc Guell de Gaudí em Barcelona). Dentro, você encontra várias atrações para crianças, o show da Pequena Sereia no Mermaid Lagoon Theater, uma loja de souvenirs só com produtos dos personagens e um restaurante especializado em pratos com frutos do mar. Tinha acabado de almoçar quando descobri o Sebastian’s Calypso Kitchen, então infelizmente não consegui provar o hambúrguer de siri que eles servem. :(




Saindo da Mermaid Lagoon, mais um tiro: a Arabian Coast. Uma área toda dedicada aos personagens de Aladdin com atrações temáticas tipo o carrossel de 2 andares lindíssimo e o restaurante Casbah Food Court (praça de alimentação com pratos indianos e árabes).



Na área seguinte, Port Discovery você encontra mais três atrações. A Storm Rider - uma simulação de tempestade com tornado -, a Aquatopia - uma área com um monte de pedalinhos que espirram água (e pode parecer meio bobo, mas antes mesmo de ir eu já sabia da existência e mega queria experimentar porque PASMEM eu nunca andei de pedalinho na vida, mas no dia estava fechado por conta do frio) e por último: a Electric Railway. Um trenzinho elétrico que liga Port Discovery a outra área, chamada American Waterfront




O dia escolhido: uma terça-feira, perdida em abril. Foi um dos dias mais frios do mês, mas valeu bastante. Não pegamos tanta fila, consegui andar em todos os brinquedos da minha lista e comer um caminhão de comida da Disney. Ou seja: saldo positivo. 



Preços: Adultos: 6.200 ienes, adolescentes (12 a 17 anos): 5.300 ienes, crianças: 4 a 11 anos: 4.100 ienes. Crianças com menos de 3 anos, grátis. Idosos: 5.500 ienes. As opções são comprar antecipado online com cartão de crédito e retirar os ingressos na bilheteria do parque mesmo. Optei pela primeira!



Eu tenho uma lista de posts do Japão, mas tô enrolando pra escrever. Com fé, até o fim do mês saem todos. :)